sábado, 6 de dezembro de 2008
Saudade
Quando a saudade vem,
Sinto tristeza, respiro com dificuldade.
E quando penso que o tempo não volta atrás,
Sinto vontade de chorar perante esta realidade.
Sinto o coração muito pequenino
E temo pelo seu bem-estar.
É então que começo a pensar
Que dias melhores irão chegar.
As pessoas por quem nutrimos afecto
Tornam-se tão cruciais nas nossas vidas
Que não sabemos
Quantas vidas temos...
A vontade de chorar
Agarra a vontade de gritar
Que é trocada pela vontade de cantar
Para não desanimar.
Porquê tudo tão complicado
Se a vida é tão curta?
Queremos ser felizes mas
Surge então a tristeza, a disputa...
Existem vidas complicadas,
Existem vidas fáceis.
Mas todos têm problemas,
Sejam eles quais forem e
Venham de onde vierem...
Quem somos nós?
O que somos nós?
Seres egoístas ou
À espera de compreensão?
Seres fúteis e inúteis
Ou cada um com a sua missão?
Frios e cruéis
Ou sensíveis e fiéis?
Ou, ou, ou...
Se, se, se...
(“Se cá nevasse, fazia-se cá ski.”)
Onde estão as respostas?
Onde está o passado?
Como se vive o presente?
O que se espera do futuro?
Que resposta tão ausente...!